Dec 12, 2011

um Novo Rumo

Caros signatários do "manifesto por um novo rumo", Exmo. Dr Mário Soares,

O manifesto fez cumprir em mim a sua proposta última, pese embora de uma forma parcial:mobilizou-me, mais uma vez, para a construção de um novo paradigma!

Digo mais uma vez porque tenho colocado energia nesses infindáveis debates inerente à criação de novos paradigmas. Reconheço no manifesto http://www.movimentomanifesto.net/ os pilares de construção desses paradigmas e no http://www.oneperfectmovement.org/ uma das formas de cristalizar essa intervenção. É com orgulho que estou na gênese de ambos.

Neste sentido, e porque genuinamente acredito na bondade da proposta apresentada identifico porém diversas limitações:

  1. Direciona-se aos cidadãos de esquerda. Limita de forma grave o debate deixando de fora "metade" dos participantes. Desde logo os cidadãos de direita, os apartidarios ou os que perderam o sentido do que é ser de esquerda. Alternativa seria inaltecer poucos princípios que fundamentam o propósito social. Será mais fácil gerar os imprescindíveis consensos em torno destes.
  2. Centra o problema num conjunto de entidades externas, a UE, os Mercados os políticos o estado. Não são essas construções nossas? Não são esses problemas nossos? Se a culpa for externa descobriremos menos espaços de resolução.
  3. Aponta a austeridade como um mal. Um membro doente que pode ser amputado! Mas podemos nós gastar mais doque ganhamos?
  4. Por fim, não é apenas no debate político que as populações limitam a sua capacidade de actuar! Limitamos todos os aspectos da nossa vida social! Se não, porque falamos de trabalhadores quando deveríamos falar de empreendedores! Porque não são os milhares de trabalhadores empreendedores, tomando as redias da sua vida? Não seria esta a ultima fronteira da liberdade? Não é o pensamento contrario a nossa prisão! Esse coloca as nossa vidas nas mãos de terceiros.

Posto isto, proponho uma reformulação do manifesto e revisão de paradigma focando os seguintes princípios:

  1. Importância da participação de TODOS.
  2. Informar e simplificar a informação para que o debate esteja ao alcance de todos .
  3. Reconhecer a profunda crise de confiança nos sistemas ( Democrático, Económico, Social ).
  4. Construido a partir da nossa identidade.
  5. A participação é mais activa se as questões nos forem próximas.
  6. Somos mais eficazes a gerir em proximidade a partir de grupos pequenos.
  7. Estamos perante um problema de complexidade que deve ser abordado à luz dessa ciência.
  8. A responsabilidade é nossa e para mudarmos o País temos que mudar individualmente.

Estabelecidos os pilares da construção deste novo rumo, que sejam igualmente claras as propostas e que estas fervilhem num debate rico e gerador de consensos.

  • Transparência como um valor pilar da ética e inerente á gestão da coisa publica.
  • Que se desmantelem os silos de informação do estado.
  • Que se unam as decisões macro vida micro de cada um.
  • Que as decisões sejam feitas porquem as vive, consciente das suas implicações, direitos e obrigações subsequentes.
  • Que se distribua verdadeiramente o direito á participação.
  • Se estabeleçam as pontes entre a decisão política e a individual, numa participação verdadeiramente activa.
  • Que estejamos todos ao serviço da nossa construção comum, evitando que alguns, se não todos, nos sirvamos sistematicamente do que é de todos como se fosse apenas nosso.
  • Que a principal transformação é a individual, essa mudança é Fundamental à transformação.
  • Que a justiça seja um patrimônio desta construção mas que a ética e a evolução ética sejam o garante da nossa co-evolução.

Restam por fim as propostas que podem ser concretas e de implementação quase imediata.

  1. Que os membros de cargos públicos assinem um compromisso ético forte escurtinavel e que elimine a frequentes linhas de suspeita dentro de um quadro legal mas fora de um quadro ético.
  2. Que todas as decisões publicas, orçamentos públicos, objetivos das instituições publicas, sua avaliação, entre outros elementos sejam verdadeiramente publico obedecendo as melhores praticas (open data)
  3. Que se estabeleça a ligação entre os impostos dos indivíduos e as prestações sociais e grandes obras publicas e constituição: exemplos pagamos todos x pela educação porque acreditamos na educação para todos, usufruímos p em escolas à distancia de w, com avaliação t e professores avaliados em o; pagamos todos x pela saúde porque acreditamos na saúde para todos, usufruímos p em instituições de saúde à distancia de w, com a avaliação de t e profissionais avaliados em o; ...pagamos z por uma rede de estradas, elétrica, água,....temos o dever de pagar e o direito de usufruir tal como constitucionalmente definido e a obrigação de gerirmos este equilíbrio.
  4. Que se garanta a verdadeira participação no debate estratégico nacional criando condições para a participação de cidadãos comuns, tal como é feito em formato piloto nos EUA, onde cidadãos são formados de forma isenta para ajudarem à decisão de grandes questões publicas.
  5. Que se estabeleçam as pontes entre a decisão política e a nossa vontade (tal como é conseguido em projetos como o vote na web)
  6. Que se altere a nossa perspectiva de trabalhadores conformados para empreendedores informados e apoiados pelas presentes instituições de ensino.
  7. Que as nossas mais nobres instituições de inciso sejam parte ativa desta transformação gerando o conhecimento indispensável a esta transformação

De certo que a estes pontos faltara maior e mais alargada reflexão, mas se os considerarem como um solido ponto de partida, então o manifesto subjacente será distinto, mais concensual e objetivo. Escreverei e subscreverei esse manifesto com a vossa ajuda, mas faço já o movimento que ele exige.

Paulo de Carvalho

Mar 26, 2011

DRUPALCamp lx 2011

Era inevitável falar sobre o Drupal Camp lx 2011!

Foi com enorme prazer que participei! Mas esse não é o principal motivo do discurso.

Ancorado na comunidade open source o Drupal é um excelente exemplo do que podem ser as organizações do futuro.

A partir de um core "free" dinamiazam-se ideias e cria-se uma base que permite novas dinâmicas não necessariamente free e baseadas nas competências e capacidades de cada indivíduo ou conjunto de indivíduos!!

O drupal Camp cristaliza-se como um resultado emergente desta dinâmica! Uma conferência gratuita onde os participantes devolvem a sua aprendizagem à comunidade ! Como resultado, todos crescem todos evoluem!


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Mar 11, 2011

Geração À RASCA : Já Há data-- 12 de Março

O movimento que deu origem à manifestação de dia 12 de Março tem um enorme capital de mudança. Foi a minha primeira reacção quando tomei contacto com a iniciativa.

Surge na esteira de movimentos com maior ruptura no norte de África e anuncia a crescente capacidade de auto-organização e mobilização dos indivíduos.

No entanto, o movimento em Portugal tem perplexidades que temos debatido e que o meu amigo Marco explora e sintetiza em Coisas-do-Marco

Nova síntese provoca nova dialéctica. Eis-me a ripostar ao Marco.

O apelo parece traduzir-se na seguinte contradição: “O sistema está errado – deixa-nos entrar”.

Dei por mim a pensar que esta geração é indubitavelmente, incontornavelmente o nosso futuro. Têm na sua unimultiplicidade um potencial de mudança brutal – a mudança inerente à novas gerações associada à mudança que está no ar…

Se assim é, orgulho desse poder deveria falar muito alto: “O Sistema está errado – vamos muda-lo , preparem-se”. O meu pensamento levou-me aos grandes agentes da mudança do século XX, em particular a Kennedy: “não penses o que Portugal pode fazer por ti, pensa o que tu podes fazer por Portugal”

O que podemos fazer por Portugal? E se fizéssemos esse debate interior? E se o tornássemos publico?

Novas e alucinantes trocas de sugestões de mudança (com Claudian, Marco, Rui,…) cristalizou a ideia :“10 Milhões de Únicos” inspirado em 6bilioesdeoutros a dizerem: quem são, porque são únicos, se são felizes, com que sonham, que ideias têm, o que mudavam! Simultaneamente a inscreverem no seu ADN esta sede de mudar e fazer os sonhos!

…mãos à obra que a acção vale mais que mil imagens, que mil palavras…


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Location:Passeio Vila Expo,Loures,Portugal

Dec 11, 2010

On Capitalism - the crises now

Don't get me wrong! I do think Capitalism is excellent! But not enough!

This great speech highlights in a eloquent way the 7 things that must "change in dialectics" to sustain an evolutionary change.







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Location:R. Rio das Pérolas,Loures,Portugal

Jul 25, 2009

A Brixton Grassroot scene

Just visited my brother recently, is studding in London and staying in Brixton.
Not the best part of town but he always mentioned that, some how that place was special.

We had dinner there at the Negril, allmost felt in Jamaica!
Mat (my bother's friend), just asked about the "brixton pound"? was it moving?

The woman (owner i thing), started shining from her Jamaican beauty and explaining the http://www.site.transitiontownbrixton.org/.

I was mystified. Commons are really changing the worlds. This will be my weekend reading!!!


Mar 25, 2009

Change Education

Let me share the important moments and references that changed my view in what regards education.

I started My PhD 2 years ago, and this constituted a personal (and also shared) discovery.

During one of the most remarkable classes (Enterprise Engineering), students were invited to use a MindMap tool.

The exercise promoted a different students teacher relationship, students give direct feedback over presented subjects, this with influence future interaction.

The Following moments were available via TED

Sir Ken Robinson challenge present education and promoted creativity as a key skill - a change of paradigm?



Sugata Mitra shown how computers and human nature based on cooperation and self interest can dramatically improve learning



Finally Mike Wesch changed the top-down approach to learning - Teacher to student unidirectional learning - to a many to many learning experience.


This is the education I want to give to my Son.

All this is available to us on the net...

Mar 5, 2009

Transparência

As Burocracias, no seu excesso produtivo de regras e procedimentos, criam uma teia opaca e difícil de desvendar.

Este é o primeiro passo de um caminho que conduz à desconfiança. O cidadão não percebe essa teia que rege a suas interacções com as instituições que o representam.
Este descrédito é perigoso e esteve sempre associado a revoluções, raramente resultando em alternativas mais positivas.

Em Portugal, poucas são as instituições que têm essa credibilidade.
Numa análise muito pessoal diria que as Contribuições e Impostos foram talvez a primeira instituição publica a garantir clareza de processos. Infelizmente, com consequências percepcionadas como menos positivas por alguns "incumpridores", agravando a sensação de desiquilibrio da balança de relações entre os indivduos e o estado .

A transparência é uma das propriedades essenciais aos recentes fenómenos de colaboração livre e espontânea - wikepedia; OpenSource (...)
A transparência é primeira resposta que o estado tem que dar se quiser que os individuos se sintam cooperantes e construtores da sociedade - do estado .

Este é o exemplo tenue da resposta que os individuos estão dispostos a dar, um excelente contributo à transparência: http://transparencia-pt.org/